30 junho 2010

INEM quer fixar enfermeiros através de duplo vínculo com hospitais


O presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Abílio Gomes, afirmou esta quarta-feira, em audição parlamentar, que estão previstas medidas para fixar os enfermeiros aos serviços de emergência através de um duplo vínculo com os hospitais.

O responsável daquele serviço de saúde reconheceu que «há dificuldades com os enfermeiros», mas que estão a ser resolvidas.

«Às vezes há só um acto de enfermagem por dia, o que se traduz numa má gestão de recursos. Por isso, temos em vista um projecto que passa por estabelecer um duplo vínculo com os hospitais para a cedência de enfermeiros» ao INEM, sustentou Abílio Gomes, citado pela Lusa.

Questionado pelo deputado do PSD Paulo Cavaleiro sobre a saída dos enfermeiros dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), Abílio Gomes insistiu que «a qualidade do socorro não está de forma nenhuma ameaçada».

«O CODU existe para funcionar com uma direcção médica e com técnicos de telecomunicações e são estes profissionais que fazem falta», acrescentou.

Durante a audição na Subcomissão de Segurança Rodoviária, Abílio Gomes apresentou os resultados referentes à média de chamadas recebidas no CODU, aos meios utilizados para as operações de socorro, bem como a actividade desenvolvida.

À saída, Abílio Gomes foi confrontado pelos jornalistas sobre paralisação de ambulâncias, alegadamente em resultado da falta de enfermeiros, mas recusou comentar.


http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/tvi24-saude-enfermeiros-inem-concurso-ministerio/1172476-4071.html

"Robótica pode levar a enormes inovações"


Quais são as vantagens da cirurgia robótica?

Os resultados são melhores porque a precisão é muito maior. Isto acontece por duas razões: primeiro, porque a imagem pode ser aumentada até 600 vezes; segundo, porque o cirurgião tem um posicionamento quase de 90 graus em relação à imagem, o que nem sempre acontece na cirurgia tradicional, que muitas vezes não permite a melhor visão da área a operar. Assim, é mais fácil respeitar estruturas que nem sequer são visíveis noutras situações. No caso do cancro da próstata estamos a falar de cirurgias em que uma diferença de um milímetro pode representar a preservação dos nervos que controlam a erecção.

Que outras operações podem beneficiar desta tecnologia?

A maior parte das intervenções no abdómen e no tórax pode ser feita recorrendo a robôs. Sobretudo na área da oncologia: cancro da bexiga, rim, útero, endométrio, ovários, cólon, estômago, etc. - praticamente todas podem ser feitas de forma robótica. Hoje em dia já é mesmo possível fazer cirurgia cardíaca robótica.

É o futuro da medicina?

A robótica pode levar a enormes inovações na medicina e de certa forma já está a fazê-lo. É uma tecnologia que tem cerca de oito anos e que se tem afirmado a nível mundial nos últimos quatro.


http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1602514

Crocs


Certamente as sandálias Crocs (incluem-se genéricas e similares) tem cacife para ser tema de teses de doutorado em diversas áreas.
Antes de falar da minha área, gostaria de comentar algumas curiosidades a respeito das sandálias feitas de croslite, uma resina prima do EVA, de alta resistência e durabilidade.
Os primeiros anos foram surpreendentes - em 2002 três amigos norte-americanos criaram a sandália e em 2006 a empresa foi vendida por US$ 200 milhões. De George Bush a atores de Hollywood, do patrão ao empregado - todos passaram a ter e usar um Crocs.
O material original, o croslite, é tão durável que a empresa Crocs amarga gigantesco prejuízo no último ano: apesar de terem virado uma moda aparentemente não-passageira, as sandálias duram muito mais que qualquer calçado e os adultos quase não precisam as repor - ou seja - compram uma só e não precisam de uma segunda. As crianças ainda perdem as Crocs por causa do crescimento, mas mesmo assim as vendas são aquém da expectativa e do investimento. Além das centenas de similares e genéricas, bem mais baratas.


Crocs x Orientações médicas
As Crocs são ergonômicas e melhoram a postura de crianças e adultos parados.
Parados...
Porque quando correm ou quando usam escadas rolantes, os Crocs se transformam em um perigo para as crianças.
Milhares de acidentes em escadas rolantes + crianças calçando Crocs foram relatados nos últimos anos. O jeitão folgado e espaçoso das Crocs são um convite para serem engolidos na movimentação das escadas rolantes - muitas vezes levando um dedo junto.
No Shopping Morumbi, aqui em São Paulo, já vi os avisos de segurança nas escadas rolantes - além dos cuidados de não usar carrinhos de bebê e segurar as crianças, tem uma placa amarela com um Crocs estilizado...
Em relação aos acidentes mais cotidianos: correr de crocs é um perigo. As escolas já estão proibindo o uso de Crocs no dia-a-dia ou nas atividades físicas (a escola dos meus filhos felizmente já proibiu). Um acidente em uma escola sempre será atribuído à escola - portanto todo cuidado é pouco.


Nenhuma implicância com as Crocs: o mesmo raciocínio vale para sandálias havaianas ou qualquer outro calçado instável.
Particularmente já vi alguns casos de queda e torção dos pés em crianças usando estes tipos de calçado.
Não contraindico os Crocs, mas peço que você se atente às situações em que o uso de um calçado inadequado se torna um perigo

29 junho 2010

checklist cirurgica

Saúde: 20 passos para as cirurgias


Os hospitais públicos vão adoptar um sistema que visa a verificação de uma lista de 20 procedimentos registados nas cirurgias para «maximizar a segurança do doente», afirmou esta terça-feira um responsável do Departamento da Qualidade da Direção-Geral da Saúde, escreve a Lusa.

O chefe de Divisão da Qualidade Clínica e Organizacional, Miguel Soares de Oliveira, disse que a lista é aplicada aos profissionais presentes numa cirurgia - cirurgiões, anestesistas e enfermeiros - que vão verificar se foram seguidos todos os passos na operação.

Miguel Soares de Oliveira falava aos jornalistas à margem do seminário que decorre, esta terça-feira, em Lisboa para marcar o 1.º Aniversário da Estratégia Nacional para a Qualidade na Saúde onde são apresentadas as medidas em curso.

A norma referente ao registo de procedimento cirúrgico, que segue orientações da Organização Mundial de Saúde, deverá ser adoptada em todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde e naqueles que têm serviços convencionados, a partir de 1 de Julho.

Entre os pontos da circular está: a verificação da parte do corpo do doente a operar, a verificação de que foi administrado o antibiótico que reduz o risco de infecção, avaliação do risco de hemorragia ou a contagem de material e compressas.

«Alguns hospitais já iniciaram o processo» que mais não faz que «estabelecer metas e definir padrões nacionais» para procedimentos que os profissionais já conhecem e praticam, referiu Miguel Soares de Oliveira, salientando que «não há grande mudança de paradigma».

Emergência médica intra-hospitalar

Os hospitais públicos também poderão passar a ter equipas de emergência médica intra-hospitalar para responder ao agravamento súbito do estado dos doentes internados, disse Miguel Soares de Oliveira.

O chefe de Divisão da Qualidade Clínica e Organizacional, referiu que uma das medidas em desenvolvimento nesta área refere-se à criação de equipas «similares às que existem no INEM para a rua», mas para actuarem dentro dos hospitais.

Assim, «o doente internado não corre o risco de ter um atendimento menos bom se tiver um agravamento do seu estado», explicou.

Para enfrentar estas situações, os hospitais devem ter material de reanimação, fármacos de emergência, mas também profissionais de saúde. «Em caso de agudização do seu estado de saúde, o doente tem de ter resposta adequada», frisou a mesma fonte

tvi24